<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451</id><updated>2012-02-15T23:57:12.098-08:00</updated><category term='Filosofia'/><category term='Apresentação'/><category term='História'/><category term='Poesia'/><category term='Conto'/><category term='Política'/><category term='Crônica'/><title type='text'>Enxaqueca e Êxtase</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-6041901239652348880</id><published>2009-06-10T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T06:13:52.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>NIRVANA &amp; SAMSARA</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O gosto acre na boca é só o início&lt;br /&gt;Do Samsara, da roda do suplício&lt;br /&gt;Que tritura carcaças inauditas,&lt;br /&gt;Empaladas ao pé das palafitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio insulso do interstício&lt;br /&gt;Que separa esperança do cilício,&lt;br /&gt;Partilho a solidão dos eremitas,&lt;br /&gt;Entregue a Sorte às vastidões malditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se erro nos labirintos da Verdade,&lt;br /&gt;Quando me procuro à sombra do Nada,&lt;br /&gt;Encontro-me cindido e fragmentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca do prazer é veleidade.&lt;br /&gt;Com a pena em ilusão mergulhada,&lt;br /&gt;Tisno as letras de meu próprio obituário.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Thiago Henrique Darin.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-6041901239652348880?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/6041901239652348880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=6041901239652348880' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6041901239652348880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6041901239652348880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2009/06/nirvana-samsara.html' title='NIRVANA &amp; SAMSARA'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-4316196964214499208</id><published>2009-05-22T06:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T06:42:11.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>VITAE MORS CONSENTANEA</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Oh! A vida é um abismo! Mas fecundo!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Antero de Quental&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Exércitos e tropas, hostil hoste,&lt;br /&gt;Algozes ou invencível armada,&lt;br /&gt;Provaram ignomínia e derrocada&lt;br /&gt;Nesta testilha que ora afronta a Sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer na velhice, quer na altivez forte,&lt;br /&gt;Em que o gládio da destra inabalada&lt;br /&gt;Desfalece e, adstrito a quase nada,&lt;br /&gt;Detém-se à vista da sua própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, enfim, o que somos: o guerreiro&lt;br /&gt;Do infindo absurdo, do caos rotundo,&lt;br /&gt;Que da vendetta o faz rude herdeiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldiz a Vida como execra o Mundo,&lt;br /&gt;À aba do inóspito desfiladeiro,&lt;br /&gt;Ao umbral d’último arquejo profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago H. Darin.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-4316196964214499208?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/4316196964214499208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=4316196964214499208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/4316196964214499208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/4316196964214499208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2009/05/vitae-mors-consentanea.html' title='VITAE MORS CONSENTANEA'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-312981273310641651</id><published>2009-02-20T12:07:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T12:14:35.459-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Crime e Castigo</title><content type='html'>"No hay perdón para los actos de odio. El puñal que se clava en nombre de la libertad, se clava en el pecho de la libertad”. José Martí"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tragédia Antígona, do dramaturgo grego Sófocles (496 a.C.–406 a.C.), a protagonista homônima se vê diante de um óbice: deseja enterrar o corpo de seu irmão Polinices, tido como traidor da cidade de Tebas, mas é impedida pelo rei Creonte, que se nega a lhe conceder as exéquias e a condena à morte. O pano de fundo em que se desenrola a história é o embate entre os direitos natural e positivo, a contenda entre o costume divino, oral e não-escrito, a diké (que encontra correspondência no termo latino justitia, e qualquer semelhança com o vocábulo português justiça não será mera coincidência), e a lei humana, escrita e urbana, a nómos. Representa o choque entre dois mundos, a passagem entre duas cosmologias: a transição entre o mundo homérico do génos, dos clãs que dominavam a Grécia antiga, e o mundo político da cidade-Estado helênica, a pólis.&lt;br /&gt;Feito o intróito, milhares de anos se passaram e o enredo assume uma versão atual, com personagens bem tupiniquins. Fomos acossados, nessas últimas semanas, pelo espectro de uma suposta revisão da famigerada Lei da Anistia, “promulgada” em plena vigência da ditadura militar. Responsável pelo retorno dos exilados políticos brasileiros, tanto civis como militares de esquerda, e pela impressão de uma abertura democrática “lenta, gradual e segura”, a Lei no 6.683 de 28 de agosto de 1979 pregava que todos os crimes cometidos por motivação política entre 1961 e aquele ano – excetuando-se os de seqüestro, terrorismo, etc. – seriam, a partir de então, anistiados. Inacreditavelmente, os crimes perpetrados pelos carrascos do governo autoritário também seriam perdoados. Fez-se então um só peso e uma só medida: vítima e algoz seriam absolvidos; torturado e torturador ficariam em pé de igualdade.&lt;br /&gt;O mundo certamente seria um lugar melhor sem essas duas curiosas personagens, como mais fácil seria arrebanhá-los num só plantel. À época de sua negociação, coisas aparentemente imiscíveis foram reduzidas ao mesmo estatuto: o pau-de-arara, por ironia, passou a valer o mesmo que uma passeata estudantil; sessões de choque adquiriram o mesmo valor de barricadas ou de canções de protesto. Em verdade, era muito fácil divisar o panorama que se deslindava: uma casta dominante que usa de sua hegemonia cultural e ideologia como ferramenta de inversão da realidade, cientistas políticos e jurídicos obsoletos, um sem-número de militares cujas mãos rubras de sangue silenciaram o direito de um povo de erigir um Estado democrático de Direito.&lt;br /&gt;Assim, diante dessa ignomínia, foi preciso que o juiz espanhol Baltasar Garzón, responsável pela prisão de diversos ditadores latino-americanos, entre eles o chileno Augusto Pinochet, viesse ao Brasil para reiterar que crimes de lesa-humanidade, em cujo rol as atrocidades cometidas pelo governo de exceção entre as décadas de 60 e 70 perfeitamente se encaixam, não merecem a honra da anistia. Temos, assim, a impressão de que os assuntos internos de nosso país sempre sofrem a ingerência de outros povos, de que somos alheios ao nosso destino e despojados de nossa própria terra, que não temos autonomia em nossas próprias decisões. Essa sensação de alienação é, de certa forma, sustentada por duas situações: o fato de outros países que viveram sob governos despóticos entrarem em um processo de revisão de seu passado. Chile e Argentina, por exemplo, vêm julgando os responsáveis por crimes de tortura e assassinatos realizados por regimes militares em seus países; a outra é um elemento que parece ser constitutivo do “espírito” brasileiro: a passividade, em contraposição ao pacifismo. A primeira chafurda na inércia, no conformismo, conditio sine qua non da violência; o último se sustenta pela ação e pelo poder de mobilização. Esse caráter estático presente na vida nacional aparentemente é fomentado pela ala majoritária do atual governo, do qual poucas vozes dissonantes se destacam. Entre elas está a dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi – paladinos de uma revisão do ardil maquiavélico – logo sufocada pela cúpula governista e por setores reacionários das Forças Armadas.&lt;br /&gt;Qual seria, portanto, a melhor atitude a se tomar diante de uma injustiça? Qual o limite da autoridade de um governo sobre o poder da consciência individual? Enfim, qual o dever do cidadão justo perante um Estado iníquo? A parcimônia e a subserviência, companheiras do ressentimento e da vingança? Ou o senso de justiça, o de distribuir a cada qual o seu devido quinhão? Deixar de abrir os arquivos, ou mesmo de visitar os “porões” da ditadura, numa clara condescendência aos ditames de um regime que parece encontrar no atual certa conivência, não nos ensinará uma lição sobre o que realmente somos ou sobre o que queremos. Pertenço a uma geração que já respirava a insinuante brisa da abertura, mas que, por isso mesmo, deseja sempre revisitar a efeméride de nossos antepassados, de cobrar que as injustiças cometidas em tempos pregressos sejam enfim expurgadas. Afinal, é um desejo justo: o direito de memória. Somos, mesmo que não por força do destino, filhos de Antígona, condenados a uma herança maldita. Entre rostos evanescentes, muito embora visíveis, somos instados, a exemplo do príncipe Hamlet diante do fantasma de seu pai, a dar feição também aos seus sofrimentos. Se quisermos apontar soluções ao presente, temos o dever de encarar nossa história com todas as suas contradições e de enterrar nossos mortos, sob pena de nossos direitos serem apenas souvenires à exposição em um antiquário. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SZ8OUicCqiI/AAAAAAAAADE/oprroWoV1b8/s1600-h/Darling.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304974632070326818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SZ8OUicCqiI/AAAAAAAAADE/oprroWoV1b8/s200/Darling.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Artigo publicado em setembro de 2008, em Palmas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago H. Darin&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-312981273310641651?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/312981273310641651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=312981273310641651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/312981273310641651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/312981273310641651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2009/02/crime-e-castigo.html' title='Crime e Castigo'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SZ8OUicCqiI/AAAAAAAAADE/oprroWoV1b8/s72-c/Darling.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-1250649771766583220</id><published>2009-01-15T10:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T10:10:49.626-08:00</updated><title type='text'>Aos meus 27 Anos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;“Un soir, j’ai assis la Beauté sur mes genoux. – Et je l’ai trouvée amère. – Et je l’ai injuriée.&lt;br /&gt;Arthur Rimbaud.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As mãos, trêmulas, tateiam o nada&lt;br /&gt;A face senil, pálida de medo,&lt;br /&gt;O pulso galopando em disparada&lt;br /&gt;Anunciam-me a pena do degredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pagai uma moeda ao grão-barqueiro”,&lt;br /&gt;Disse-me o Tempo, quimera de séculos&lt;br /&gt;Ante a imagem do maldito estaleiro&lt;br /&gt;Dei-lhe a vida como se fora um óbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sou mesmo um títere do destino,&lt;br /&gt;Que é dor, e a esperança, desatino.&lt;br /&gt;Não vale um jovem noção de juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo entre a sístole e a diástole&lt;br /&gt;Meu coração se prostra a Mefistófeles&lt;br /&gt;Qual Fausto, perante a decrepitude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SW975WL7zBI/AAAAAAAAACU/heoeFVykrcg/s1600-h/Darin.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291584312322018322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SW975WL7zBI/AAAAAAAAACU/heoeFVykrcg/s200/Darin.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thiago Henrique Darin.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-1250649771766583220?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/1250649771766583220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=1250649771766583220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/1250649771766583220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/1250649771766583220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2009/01/aos-meus-27-anos.html' title='Aos meus 27 Anos'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SW975WL7zBI/AAAAAAAAACU/heoeFVykrcg/s72-c/Darin.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-7600039063559057613</id><published>2008-12-17T15:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T15:32:36.840-08:00</updated><title type='text'>O fim está chegando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;   Sejam todos bem vindos ao fim. Não é um fim com maiúscula, só um fim, porque cada coisa tem o seu e nenhum é melhor do que outro. Todos encerram, marcam, definitivamente, o início de um novo caminho ou a impossibilidade de caminhar da mesma maneira novamente.&lt;br /&gt;Com o fim chegando, não havemos de nos preocupar com futilidades, pois ele nos faz práticos em relação às atitudes que nos trazem felicidade. Conserve ao máximo seus sorrisos, mantenham seus rostos joviais e alegres. Nada de alegria insana, mas da boa e simples de saber-se vivo ao acordar e, cansado e agradecido, chegar o cansaço que leva ao descanso.&lt;br /&gt;   No fim só iremos querer ter feito mais. Um pouco mais. Um suspiro que seja é lucro. Todos os bons dias cotidianos que negamos farão falta e iremos querer recuperá-los. Não há como, pois o fim traz em si a certeza de que não há retorno. Os números se adiantaram à frente de nossa vida. De repente havia a preocupação com a quilometragem do carro, com o rendimento da poupança, com guardar parte do salário e sem perceber, ensimesmados, nao vimos o desfile de pessoas, riquezas, corações à nossa volta enquanto olhávamos um extrato bancário ou documento.&lt;br /&gt;   O fim vem chegando. Agora, certamente, não é hora de desespero. Ele que sempre devagar se aproximava que nos esquecemos dele, está quase agora a tocar-nos o ombro. Não, não é hora para ter medo. É hora de, com maturidade e naturalidade, olharmos em seus olhos sabendo que o tudo que fizemos, que talvez agora consideremos pouco, foi o melhor, o melhor que podíamos fazer com o aprendizado que tínhamos. O ensaio da Vida é a própria peça teatral, o espetáculo foi feito. Sem lágrimas, mas com um sorriso feliz, seguro de tudo que fizemos, agora, o vemos e até o esperamos. Ele está perto. Não está feliz nem triste, faz o que tem que fazer e o faz sempre. Alcança a todos em todos os lugares. Não há ninguém que dele escape.&lt;br /&gt;   Pronto, chegou, não há mais quase espaço entre nós. Está quase a tocar-nos o ombro com sua face séria. Após tocar-nos leva-nos poucos passos adiante em direção a uma porta que tem alguns adornos muito bonitos em sua estrutura e superfície envernizada. Começa a abri-la enquanto esperamos, agora sim, um pouco nervosos, para ver o que há por detrás. Repentinamente começamos a enxergar outra porta. Agora é de vidro, um pouco embaçado. Poucas coisas se distinguem como silhuetas ao fundo, deixando entrever apenas imagens do que, talvez, seja o que imaginamos do outro lado. Solta nosso braço e com uma voz calma, quase sussurrante diz ao nosso ouvido o que parece ao mesmo tempo uma ameaça e um incentivo: "Agora vou-me embora. De agora em diante é com você". Nada mais sai daquela nebulosa voz enquanto a figura vira-se e vai embora. Agora podemos distinguir um relevo de vidro liso na porta. Está escrito 2009. Agora conscientes da nossa solidão, resta-nos os próximos passos. É mais um ano que se inicia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                                           Everton de Almeida Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                                                           Jornalista&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-7600039063559057613?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/7600039063559057613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=7600039063559057613' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/7600039063559057613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/7600039063559057613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/o-fim-est-chegando.html' title='O fim está chegando'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-1515760681786331931</id><published>2008-12-12T11:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T11:20:44.467-08:00</updated><title type='text'>Papai Estado, tende piedade de nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Diziam: “O Estado não deve intervir no mercado”. E acrescentavam: “O mercado é que tem que se auto-regular”. Afirmavam ainda: “O governo deve deixar o mercado livre”. Também alardeavam: “O Estado não deve ditar os rumos da economia”.&lt;br /&gt;            Frases como as transcritas acima eram repetidas e defendidas, nos quatro cantos da Terra, por empresários, banqueiros, políticos e, principalmente, por economistas, aqueles sábios de plantão com passagem por Harvard ou por Princeton. Diziam eles que a mão do Estado na economia era uma erva daninha, um estorvo, um atraso. Detalhe: isso em tempos de céu de brigadeiro, em tempos de bonança, em tempos em que os cofres do Banco Mundial e do FMI estavam abarrotados de dinheiro, oriundo, sobretudo, dos miseráveis do Terceiro Mundo (latino-americanos, africanos e asiáticos).&lt;br /&gt;            Mas, como diria Drummond, e agora, José? Agora, parece que, realmente, a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu e a noite esfriou, conforme dito pelo mestre modernista. Onde estão os economistas e suas fórmulas mágicas neste momento de quebradeira generalizada, de empresas em estado de falência e de empresários em insolvência? Onde estão o Armínio Fraga, o Mailson da Nóbrega, o “Papa” Delfim Netto? Onde eles estão para nos socorrer? Que tal invocarmos o espírito do Roberto Campos para ele nos trazer o antídoto para esse mal?&lt;br /&gt;            O que vemos hoje? Vemos empresários passando o chapéu, implorando ao papai Estado para socorrê-los. “Ah, se não formos socorridos, teremos de demitir milhares e milhares de pessoas. Se o senhor, papai Estado, não nos ajudar, nós não iremos mais pagar impostos”. Isso não é chantagem de menino mimado?&lt;br /&gt;Mas, afinal, o Estado não deveria ficar de fora da economia? Não deveria ser um mero coadjuvante, apenas um indutor de mecanismos que fizessem as empresas crescerem? Não. Isso era e continua sendo, mais do que nunca, uma falácia. Essa história de auto-regulação e de liberdade de mercado só é boa para os mega-investidores, para os grandes empresários, pois, com o chamado Estado mínimo, eles podem barganhar o que quiserem. Barganham perante os pobres trabalhadores, ameaçando-os de demissão; barganham perante os grandes bancos, pois são clientes mais que preferenciais, sendo bajulados e paparicados; barganham, principalmente, perante o próprio Estado. Conseguem, por exemplo, rios de dinheiro do BNDES, alegando que criarão empregos, que aumentarão a arrecadação, que gerarão divisas, esses pontos comuns que ouvimos e aos quais nos habituamos desde longa data. Os investidores e empresários são, na verdade, como meninos de pirulito na boca fazendo cena diante do pai.&lt;br /&gt;            Até mesmo nos Estados Unidos, o ainda país mais rico do mundo, a situação parece catastrófica. Estamos assistindo a uma fila de pedintes na Casa Branca, no Senado americano e no escritório do futuro presidente Barack Obama. A GM e a Ford, por incrível que pareça, estão com as mãos estendidas implorando socorro estatal, após cortarem milhares de vagas de emprego e de ameaçarem cortar ainda mais. Como o resto do mundo tenta imitar os estadunidenses, a coisa se repete por aqui. A Vale do Rio Doce já pôs na rua mais de mil trabalhadores e já vem com um discurso ameaçador de que terá de cortar mais pessoal em razão da crise. Há mesmo necessidade de mais demissões? Aliás, as mais de mil demissões não foram um exagero? Ninguém pára para pensar nisso. O que se ouve é: “Nossa! A situação está feia. Até a Vale está demitindo”.&lt;br /&gt;É bom lembrar que a Vale está hoje nas mãos da iniciativa privada por causa do discurso falacioso do Estado mínimo, do Estado enxuto, pregado e levado a cabo no governo FHC, sendo vendida por um preço ínfimo e, ainda por cima, fiado. Para se ter uma idéia, o lucro da Vale em 2007 foi maior do que o preço pelo qual ela foi arrematada.&lt;br /&gt;Por falar em FHC, essa sigla lembra fórmulas físicas e químicas, como dizia a mídia no início do seu primeiro mandato. Talvez ele, FHC, que anda meio sumido, possa nos indicar o caminho das pedras que nos leve a sair do caos. Mas, pensando bem, existe mesmo caos? Ou seria mais uma onda de terror espalhada por aqueles que fazem do capitalismo uma marionete macabra para assustar os pobres espectadores?&lt;br /&gt;            Liberdade de mercado, livre iniciativa, isso tudo não é novo. Ainda na Revolução Francesa, no fim do século XVIII, tais ideais eram veementemente defendidos. Isso, na realidade, refletia nada mais do que o próprio interesse daqueles que encabeçaram o episódio, ou seja, a burguesia. A partir dessa noção de liberdade e de iniciativa própria, o mundo caiu no conto do vigário. As pessoas passaram a aceitar a riqueza para poucos e a pobreza para muitos como um fatalismo social e quase natural. Não é incomum ouvirmos as pessoas dizerem que o mundo é assim mesmo, como se Deus, na gênese da criação, tivesse determinado isso como uma fórmula matemática.&lt;br /&gt;            Estamos vivendo a Grande Depressão 2 ou a continuidade da primeira quase cem anos depois? Ora, sendo parte da primeira ou a segunda isoladamente, a verdade é que a crise atual não foi a primeira e tampouco será a última. O capitalismo é assim mesmo. Ele foi arquitetado para viver de sobressaltos, de ondas de colapso e regeneração. Quem o programou fê-lo de forma muito eficiente. Engana-se quem pensa que o capitalismo ruiu. Não. Ele não ruiu. Ele está mais forte do que nunca. Ele está, digamos, gripado. Daqui a pouco, ele começa a convalescer e volta a malhar nas academias de ginástica do Tio Sam. É lá que ele encontra seu refúgio; é lá que ele mantém a blindagem de que precisa; é lá que ele tem “arautos” doutores para defendê-lo, seja em Harvard ou em Princeton, doutores copiados pelos “sábios” tupiniquins.&lt;br /&gt;            José Saramago, como sempre genial, definiu muito bem, quando esteve no Brasil recentemente, quem são os homens que fazem o capitalismo e que patrocinam a crise, quem são os grandes empresários, banqueiros e investidores que amedrontam o mundo. Para o mestre português, todos esses homens não passam de criminosos. Saramago realmente está certo, mas é preciso acrescentar algo à sua definição: esses homens não passam de criminosos privilegiados, pois, na hora da bonança, esnobam o Estado, mas, na hora do desespero, estendem-lhe as mãos e, o que é pior, são atendidos. O papai Estado realmente é generoso. Dá o dinheiro e, de quebra, ainda oferece o pirulito para adocicar-lhes o sorriso.  &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                     Francisco Atanagildo Melo Silva&lt;br /&gt;        (Graduado em Letras pela UnB, revisor de textos oficiais e estudante de Direito da UFT) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-1515760681786331931?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/1515760681786331931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=1515760681786331931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/1515760681786331931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/1515760681786331931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/papai-estado-tende-piedade-de-ns.html' title='Papai Estado, tende piedade de nós'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-9173146436128380801</id><published>2008-12-09T09:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T09:14:22.578-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Descrição inicial de um micro-pseudo-psico-conto</title><content type='html'>Conta-se que na Baviera e ao mesmo tempo num lugar qualquer no desdenhoso caminho do século passado vivia a sua constante morte um sábio ignorante das facilidades do mundo. Constantes eram os relatos das improcedentes questiúnculas levantadas pelo eminente pensador em seus devaneios de volta pra segura casa de sua loucura natural.&lt;br /&gt;Uma vez, enquanto atravessava a ponte natural de sua derradeira adolescência a caminho do deserto da maturidade, vislumbrou no sacrossanto rio dos sangues toda a veemente violência da experiência ao capturar e subjugar ingênuas utopias e incautos sonhos. Daí certamente se arremeteria de cabeça numa pedra de sal não fosse a sua sábia covardia que sempre o impedira dos gestos mais veementes que certamente o transformariam em herói ou mártir. Não nascera pra ser mártir.&lt;br /&gt;Não acreditava em nada depois da morte, nem mesmo em caixão. Não, não me refiro ao metafísico, às condições sobre-humanas, às questiúnculas que ninguém voltou além para nos contar. Ele acreditava que nada, nem as idéias, os gestos sobreviveriam à morte. A morte é como deve ser: derradeira e definitiva.&lt;br /&gt;Era, agora, um homem sem sonhos. Um ser desesperançoso, incapaz de esperar bonança ou desgraça. Um ser que nunca mais sequer cogitaria avaliar se era alegre ou triste. Era o que simplesmente era, nada mais (ou menos) que isso. Vivia com imenso desdém, mas a morte, então, nada lhe importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda descrição de um micro-pseudo-psico-conto&lt;br /&gt;Nascia em inspiradora agonia, o traste daquele pequeno ser. Tergiversava umas primeiras estrofes do êxtase e angústia que se configuram a caminhada de cada vivente. Nascera tal qual os outros. Com dois olhos, embora esbugalhados. Uma boca, embora desabitada. Duas narinas e orelhas, embora assoberbadas. Poucas e pequenas mudas de cabelo habitavam sua planície cranial superior.&lt;br /&gt;Ressabiava dele a impressão de nítida soberba, superioridade inexpugnável de seus defeitos ante a fragilidade de nossas virtudes. Mostrava-se umbilicalmente egoísta, coisa de gênio. Urrava com a arbitrariedade de um ditador todos os seus proclamas de satisfação de seus desejos.&lt;br /&gt;Sabíamos que dali viria um grande líder. Talvez não o prestimoso ditador que se apresentava por ali, talvez não o demagogo que facilmente nos comprava com os seus largos, falsos e hipócritas sorrisos. Talvez o primeiro líder insosso. Percepções todas errôneas ao tentar classificá-lo com uma constância inexistente na raça humana. Ninguém merecia tais rótulos. Ninguém conseguiria ser tão ditador e demagogo quanto ele. Assim termina o segundo pedaço dessa micro-história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sublime vida indigesta - uma história que nada tem a haver com o todo&lt;br /&gt;Notavelmente havia passado a fase de mais alta indigência e agora distribuía indulgências, não porque o seu deus havia determinado, mas porque era parte de seu livre-arbítrio. Caminhava estradas sem volta em direção a lugar nenhum que conhecesse. Tropeçava em afiadas pedras que lhe dilaceravam a carne e deixava parte de si pelo caminho como indícios de sua indubitável existência.&lt;br /&gt;E assim era feliz não de uma risada larga, mas de uma incompletude notavelmente instável. Devorava a tudo e a todos que encontrava pelo caminho em sua mente compulsória, como se saber fosse uma febre. Lia, relia, desvirtuava o cotidiano ao deixar suas marcas onde não poderiam ter estado. Vivia em estado de letargia. Dos poucos que conheceram garantem que este morreu de indigestão literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História Inóspita&lt;br /&gt;Quando nascera tudo o que sabia, sua única certeza, é que não queria estar por ali. Toda aquela comodidade, aquela inebriante beleza, lhe causava repugnância. Mas, já que estava naquele mundo tudo o que restava era crescer e aparecer. "Que idiota, cresceria num mundo tão bonzinho", pensava ele enquanto degolava um pescoço de frango recentemente cozido ao molho madeira. Mas lhe restava alguma? Repito, lhe restava alguma alternativa? Não. A não ser que surgisse um novo mundo ou ele fosse tão metódico em sua desesperança que pudesse o criar... Sua vida se resumiria em nascer, crescer e morrer. Não deixaria nenhuma herança senão sua metódica desesperança à qual todos os seus ascendentes renegariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giordano Maçaranduba&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-9173146436128380801?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/9173146436128380801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=9173146436128380801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/9173146436128380801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/9173146436128380801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/descrio-inicial-de-um-micro-pseudo.html' title='Descrição inicial de um micro-pseudo-psico-conto'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-6118324908525603076</id><published>2008-12-03T13:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T13:37:13.789-08:00</updated><title type='text'>PESSOAS BOAS...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Natal e fim de ano faz com que a gente se inspire a ser uma pessoa melhor...”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo é cheio de pessoas boas. Há pessoa que é boa para que os outros sejam bons com ela. Há outra que é boa só quando são bons com ela. Há aquela que é boa porque quer chegar ao céu e também a que é boa por medo do inferno. Tem pessoa que é boa só às sextas e sábados. E tem pessoa que é boa quando o horóscopo deixa. E nem sempre ele deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas boas de todos os tipos. Conheço pessoa que é boa enquanto não recebe um “não”. E tem pessoa boa que não sabe dizer “sim”. Já ouvi falar de pessoa que é boa pra você, mas não é boa pro garçom. Um dia perguntaram se era possível alguma intervenção cirúrgica para fazer as pessoas ficarem boas. Entenderam errado e tentaram com silicone. O mundo é cheio de boas intenções. Ainda que não sejam as primeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sobrando pessoa boa no mundo. Já inventaram até associação de pessoa boa pras pessoas serem boas com hora marcada, duas ou três vezes por semana! Tem gente até escrevendo livro sobre como ser uma ‘pessoa boa’ melhor e não duvido que em breve já tenhamos um curso de especialização sobre o tema para incrementar os currículos. O mundo é cheio de currículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vai encontrando um monte de pessoas boas pela vida. Tem aquelas pessoas que são boas enquanto tudo vai às maravilhas e tem aquelas que são boas quando já foi tudo pro buraco e precisam pedir ajuda pra pagar uns probleminhas. E, além do mais, ser pessoa boa está na moda. É cult. E pode até ajudar a arrumar um emprego, um reajuste, um voto, um passe redondo, uma nota de dez. Existem muitos motivos para as pessoas serem boas... E existem pessoas que simplesmente são boas. Essas últimas são as mais raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Gustavo V. Nogueira&lt;br /&gt;Jornalista&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-6118324908525603076?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/6118324908525603076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=6118324908525603076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6118324908525603076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6118324908525603076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/pessoas-boas.html' title='PESSOAS BOAS...'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-8557956512300752599</id><published>2008-12-02T18:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T18:41:59.034-08:00</updated><title type='text'>Pensamento democrático...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/STXxtTDUafI/AAAAAAAAAB8/UoBdA2NvBVk/s1600-h/MISSA+DE+FORMATURA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275388299045005810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/STXxtTDUafI/AAAAAAAAAB8/UoBdA2NvBVk/s200/MISSA+DE+FORMATURA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A guilhotina foi a mais democrática invenção da revolução francesa. O próprio lema “igualdade, liberdade e fraternidade” era antidemocrático. Mas ela, a mal-afamada, tratou ricos e pobres, nobres e plebeus, cleros e leigos, sempre da mesma forma. Quem diria que os bons exemplos sempre vêm de onde menos se espera... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi só um pensamento rápido que me passou pela cabeça...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Everton de Almeida Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-8557956512300752599?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/8557956512300752599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=8557956512300752599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/8557956512300752599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/8557956512300752599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/pensamento-democrtico.html' title='Pensamento democrático...'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/STXxtTDUafI/AAAAAAAAAB8/UoBdA2NvBVk/s72-c/MISSA+DE+FORMATURA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-5390319196575337752</id><published>2008-12-02T18:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T18:28:36.148-08:00</updated><title type='text'>Tese e Antítese do "Sonho"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li este texto no blog de uma amiga minha e achei interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é o tal do sonho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escrito por: Ana Paula Doné&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia, um amigo multifuncional me contou que estava escrevendo um livro sobre sonhos e perguntou se eu queria participar. Nunca tinha parado para pensar em sonhos, mas o convite despertou a curiosidade.Sonho, que eu conheço, são três. Tem aquele de padaria: uma mistura de farinha, ovo e manteiga que depois de frito em óleo quente a gente passa no açúcar com canela. Se quiser pode rechear também. Diga-se de passagem, este, o melhor sonho - já que ao menos existe.Depois tem o outro, do sono. É aquele filminho que passa na cabeça da gente quando dormimos. Esse também é bacana, pena que é mentira. Por sinal, esse é o que mais me intriga, pois os sonhos que gostamos nunca se repetem. Sabe aquele em que você ganha na mega sena e estava deitado em uma espreguiçadeira de fibras naturais na areia de uma das praias de Bora Bora. Lembrou? Que bom, porque esse aí é só memória mesmo. Aquele calorzinho, as ondas, a brisa do mar nunca mais vêm de novo. Pode tomar vinte “piñas coladas”, dez “sex in the beach“. Quem sonhou, sonhou; pronto e acabou.Já aquele outro, no qual uma gangue de ets te persegue no espaço até você cair em buraco negro… esse é toda semana. Não tem escapatória. Tem até gente que dorme de pára-quedas, para ver se o sonho muda.Há também os desejos completamente fora do seu raio de ação que você realmente acredita que um dia irão acontecer. Ganhar na loteria, ir para Bora Bora, comer e não engordar etc. Está mais ou menos no nível das determinações de ano novo, só que numa escala maior.A conclusão é que não está sendo fácil (como diria a cantora Kátia). O primeiro, proibido pelo médico ou pela balança, um agrupamento de açúcar, gorduras saturadas e colesterol - mas com um sabor incrível - só em sonho mesmo. O segundo, por motivos óbvios: você está dormindo e, na maioria das vezes, nem lembra o que era aquilo mesmo. Já o terceiro… deixa para lá; melhor ficar com os outros que pelo menos dá para sentir um gostinho.Enquanto esse sonho não chega, é melhor se consolar com o de padaria (ou fazer em casa mesmo)...Uma amiga minha, postando este texto em seu blog, deixou o seguinte comentário, que motivou-me a escrever esta Antítese.&lt;br /&gt;“Gostei do texto...e ficarei com o sonho de padaria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Antítese &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Escrito por: Everton de Almeida Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos são bons. Todos, sem exceção. A não ser que sua taxa de colesterol esteja proibitiva, não fazem mal algum e esta é uma das partes boas dos “sonhos” citados pela autora acima. Não discordarei hora nenhuma que o sonho de padaria é ótimo. Se tiver um cafezinho por perto então... hummm... Êta mistura de farinha, ovo, manteiga e óleo que dá bom resultado. Depois ainda pode variar o sabor com um pouco de canela ou algum recheio bem bolado e muito saboroso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já quanto ao sonho “psiquiátrico”, não tenho uma opinião formada a respeito. Raramente lembro do que acontece quando durmo. Só lembro de uma escuridão total que sempre parece durar pouco e que deixa o corpo com uma vontade de um pouco mais. Agora se isso é devido a pular de pára-quedas inconscientemente ou ser meu próprio herói americano combatendo Aliens para salvar o mundo, não faço a mínima idéia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora só nos sobrou o sonho chato pra falar. Aquele que reluta em realizar-se, não importa quanto briguemos ou trabalhemos em seu favor ou façamos investimentos (o preço para apostar na Mega-Sena ainda é R$ 1,50?). Esse danado é um desejo, algo intangível, um objetivo, pena que não tem o gosto e a funcionalidade do sonho de padaria... Dizem que ele não se realiza.&lt;br /&gt;Pois bem, aqui vai a grande revelação! O sonho de padaria também não se realiza. O que? Só porque você já comeu uns dois hoje, vai querer argumentar comigo, calma... O que quero dizer é que nunca vi, com meus próprios olhos, a união voluntária da manteiga, farinha e ovo, depois numa atitude quase suicida, o bolinho saltar para dentro de uma panela com óleo quente. Realmente, parece inverossímil. Na verdade, é. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, o sonho da padaria só é tão gostoso porque foi realizado por alguém. Antes disso era apenas um monte de elementos desconexos e sem sabor. Alguém, que não eu, realizou, fez, concretizou o sonho da padaria para que eu pudesse sentir o sabor. Hoje eu me delicio de uma conquista diária alheia, mas não sinto inveja alguma, apenas torço para que esta conquista seja constante para que eu possa continuar a sentir esse gosto bom por muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, quanto aos nossos sonhos-desejos, é necessário que alguém ponha a mão na massa para deixá-los prontos. A Mega-Sena já avisa em seu bilhete de apostas que sua chance é de uma em muitos milhões. Só digo para trabalharmos no que é possível: o sonho da padaria já está pronto e é a realização de alguém; lutar contra aliens, cair de pára-quedas, bem, não vou discutir com Freud por isso, já que está fora do controle tanto meu quanto dele, e, por fim há os outros que só nos frustram porque ainda não os realizamos, assim como o padeiro nos frustraria se ficasse com preguiça. Um dia, creio, sem perder a fé, seremos fabricantes de outros sonhos e ainda aproveitaremos o da padaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-5390319196575337752?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/5390319196575337752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=5390319196575337752' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/5390319196575337752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/5390319196575337752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/12/tese-e-anttese-do-sonho.html' title='Tese e Antítese do &quot;Sonho&quot;'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-973493654628232449</id><published>2008-11-28T05:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T08:44:05.188-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Doppelgänger</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;“Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?&lt;br /&gt;Meu Deus! Quantos Césares fui”.&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias, ao ler vários textos e e-mails que então escrevera aos amigos ou a meu bel-prazer, percebi-me alógeno; em outras palavras, ao correr os olhos sobre cada palavra, sobre cada mensagem, percebi-me múltiplo, diverso. Não que não o houvera antes percebido. Em verdade, naquele momento, enquanto revisitava situações e lugares que me tocaram profundamente, experimentei um turbilhão de sentimentos revividos pela memória, mas um turbilhão que jamais sentira. Foi como se se desvelasse, diante e dentro de mim, como um espetáculo inesperado, minha própria Caixa de Pandora. Aquele momento foi sentido apenas como aquele momento, o que fez dele e de mim mesmo ímpar. Mas foi apenas enquanto duraram aqueles parcos segundos, e logo a batida do coração, que parecia temporariamente suspensa, dissipou a sensação.&lt;br /&gt;Como fui capaz de sentir isso ou escrever aquilo? Não sei. Talvez a chave seja o que sinto ou escrevo hoje. Houve um lapso, um descompasso entre o que fui e o que sou? Ou a cada período da vida do homem as coisas antigas dão lugar a novas de forma natural, não permitindo sequer alheamento em relação a si próprio?&lt;br /&gt;O fato é que, por segundos, tornei-me alheio a mim mesmo. Senti no espírito o gosto acre da alienação. Na verdade, senti-o e não o senti. Como poderia propriamente compreender o que se me apresentava ex tempore, ex situ, ex nihilo – totalmente fora do tempo, do lugar e do nada?&lt;br /&gt;Bem, e o que quer dizer o termo &lt;em&gt;Doppelgänger&lt;/em&gt;? Segundo a mitologia nórdica, especificamente germânica, era um ser fantástico cuja capacidade de representar, de mimetizar, quem ele escolhesse era temida por muitos, admirada por poucos. Literalmente, significa réplica ambulante, duplo errante. Só sei que não fui o único a sentir isso. Muitos outros, cuja imaginação e entendimento transcendem os meus em anos-luz, já se depararam com esse tipo de “presságio”. Cito como exemplo os românticos Percy Shelley e Johann Goethe, e os trago à lume para advogar minha causa e dizer da aura misteriosa que esse “fenômeno” contém. Apesar de à época sua manifestação estivesse ligada a mau agouro, num claro desdobramento do ethos romântico, hoje ela já não é mais sentida assim – pelo menos, para mim, foi a sensação de tudo aquilo que agreguei à’lma, tudo aquilo que fui sem deixar de ser, na verdade, a mesma pessoa, sem deixar de me reconhecer como este sujeito que lhe escreve, complacente leitor, estas obtusas linhas.&lt;br /&gt;Sem mais delongas, apresento-lhe em forma de soneto, dedicado ao gênio do aedo português Antero de Quental, tudo aquilo que divisei:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sombra, alheamento, reminiscência.&lt;br /&gt;O espectro do outro desfaz a igualdade&lt;br /&gt;Profana, esvai-se-me toda existência&lt;br /&gt;Sobre as aras malditas da alt’ridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou retalhos que a morte dilacera.&lt;br /&gt;Da matéria da vida rói os ossos,&lt;br /&gt;Bebe o néctar e o sangue, tal quimera;&lt;br /&gt;À própria psique só nos faz avessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ao redor se torna simulacro&lt;br /&gt;E a todo tempo faço-me diverso,&lt;br /&gt;Nos recantos d’alma vagueio, roto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão faz da essência vão invólucro,&lt;br /&gt;E agora meu ser, lasso, vê-se imerso,&lt;br /&gt;Na contingência deste mundo ignoto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SS_2J7oh6BI/AAAAAAAAABs/UsUyzZmq2XM/s1600-h/Darin.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273704339161081874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SS_2J7oh6BI/AAAAAAAAABs/UsUyzZmq2XM/s200/Darin.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Thiago Henrique Darin&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-973493654628232449?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/973493654628232449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=973493654628232449' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/973493654628232449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/973493654628232449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/11/doppelgnger.html' title='Doppelgänger'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SS_2J7oh6BI/AAAAAAAAABs/UsUyzZmq2XM/s72-c/Darin.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-5520051064575755158</id><published>2008-11-20T12:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T13:02:46.527-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Na sua opinião, Baconzitos é feito de bacon?</title><content type='html'>A.) Sim! E a democracia é feita pela vontade do povo...&lt;br /&gt;B.) Não! É feito pelo suor do operário mal pago pelo capitalismo selvagem&lt;br /&gt;C.) Quem liga pra isso? É só a lipoaspiração de uma porca...&lt;br /&gt;D.) Nunca tinha pensado... a respeito, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencedor, por 3 votos, o item B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s1600-h/Everton_-_27_08_08_%283%29.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269722456281809826" style="width: 200px; height: 136px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s200/Everton_-_27_08_08_%283%29.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Everton de Almeida Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-5520051064575755158?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/5520051064575755158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=5520051064575755158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/5520051064575755158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/5520051064575755158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2009/02/na-sua-opiniao-baconzitos-e-feito-de.html' title='Na sua opinião, Baconzitos é feito de bacon?'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s72-c/Everton_-_27_08_08_%283%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-2600417154829966884</id><published>2008-11-17T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T12:21:42.305-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>O Homem-Utensílio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQWRyu6pI/AAAAAAAAAAU/SJXkjMF3uDg/s1600-h/Everton_-_27_08_08_(3).JPG"&gt;&lt;/a&gt;Do trabalho para casa, da casa para o trabalho, sempre o que encontro ao chegar ao meu lugar de repouso é uma infinidade de artigos dispersos por vários e aleatórios lugares daquele ponto geográfico delimitado aonde chamo de domicílio. Olho com certa indignação porque tudo está como deixei antes. Isso não é motivo para indignar-me, dir-me-iam alguns, todavia, não me furto a esse direito. O que fazem meus sapatos parados no mesmo lugar em que os deixei ontem? Por que as meias estão no chão? E essa infinidade de roupas desdobradas e semi-amarrotadas em cima da minha cama, impedindo-me de deitar para descansar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A poeira repousa calmamente sobre os móveis, deixando apenas traços de limpeza onde eu, acidentalmente, encostei por algum motivo. Os livros empilhados dão a impressão de uma atividade intelectual frenética, mas estão somente relaxando suas páginas fechadas em outros lugares da casa que não a prateleira normal. A louça convida-me a acariciá-la gentilmente ou com mais firmeza, dependendo da necessidade. Tudo em meu ambiente doméstico parece dizer: “Sou teu destino, não fujas de mim! Parado ficarei até que se aproximes o bastante para que eu o capture num frenesi de atividades para que tudo fique harmônico e organizado”. Não, as coisas não me dizem isso. Seria devaneio demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o que serve para minha utilidade hoje não mais escravo, tornou-se meu senhor. Estou preso a lavar os garfos, facas, pratos, panelas, engraxar os sapatos, lavar a roupa, varrer a casa, tirar a poeira, preparar a comida, dobrar a roupa, guardá-la, usá-la e pô-la para lavar novamente num ciclo que me encerra em uma prisão, de certa forma voluntária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente não sou mais o dono da minha imensa e tão cantada de louvores, liberdade. Sou livre para arrumar a casa, comprar comida, trabalhar, para comprar mais comida e arrumar novamente a casa. Em que ponto dessa caminhada (se é que é uma caminhada, pode apenas ser a terra passando por debaixo dos meus pés num efeito esteira) esqueci aquela liberdade que tanto defendia e sonhava nos tempos da faculdade? Parece-me que me tornei escravo do que comprei para minha utilidade. Agora sou útil à utilidade. O que compro grita-me por manutenção e nisso esvai-se o meu tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É um assunto extenso. Pode-se falar nele durante muitas páginas. Sobre como alguém deixa de ser o senhor de suas coisas e torna-se seu servidor, mero utilitário para sua manutenção. O Homem-Utensílio, novo e tão comum super-herói moderno. Realmente, há muito que dizer sobre isso. Mas daqui a pouco, porque tenho que comprar detergente no supermercado agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQWRyu6pI/AAAAAAAAAAU/SJXkjMF3uDg/s1600-h/Everton_-_27_08_08_(3).JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s1600-h/Everton_-_27_08_08_(3).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269722456281809826" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s200/Everton_-_27_08_08_(3).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Everton de Almeida Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-2600417154829966884?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/2600417154829966884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=2600417154829966884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/2600417154829966884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/2600417154829966884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/11/o-homem-utenslio.html' title='O Homem-Utensílio'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSHQp1-Tg6I/AAAAAAAAAAc/_aVr6ovdtx0/s72-c/Everton_-_27_08_08_(3).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-7695800547728146700</id><published>2008-11-12T12:50:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T11:51:17.729-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Domingo de espíritos boçais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Domingo, 8 horas da manhã. Abro minha janela e, de súbito, sou cumprimentado pela baforada hostil do clima palmense, como o prenúncio de um dia difícil e tedioso. Ao longe, ouço o som de um carro aterrorizando as cócleas daqueles que preferem o silêncio, disseminando os últimos hits regravados do Marrone, do Renner ou do Zezé. Se Buda ou Schopenhauer estivessem no meu lugar, correriam imediatamente para os montes em busca de meditação. Aliás, eu até tenho vontade de fazer isso, mas os montes mais próximos ficam a quilômetros. Não bastasse esse detalhe, o sol dominical avisa que o melhor é ficar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar em casa! Ótima idéia! Isso realmente é a panacéia para o meu tédio, haja vista que aquele som de espantar Buda já se foi. Chego a pensar que terei, finalmente, um domingo diferente. Ledo engano! Irrompendo do nada, músicas e mais músicas surgem de todos os lados. Sou vítima de um verdadeiro bombardeio de funk, pagode e forró do Calcinha Preta – aliás, por que não vermelha? É mais sensual. Melhor mesmo seria um kit completo da Tiazinha, mas, falando nela, ela ainda existe? Salvo engano meu, ela agora é evangélica ou algo que o valha. Enganei-me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora do almoço, mas, para abrir o apetite, tento ver algo na televisão. Didi? Profetas do Apocalipse? Enlatados americanos e mexicanos? Peões caindo do cavalo? Silvio (sem acento no primeiro “i”) Santos? Isso mesmo! Silvio Santos. Vou assistir ao “roda, roda, roda” e, depois, ao Gugu caridoso e solidário. Não. Desisto. Vou assistir ao programa do Faustão. Exatamente! Vou assistir ao programa inteiro, com um jogo de futebol no intervalo. Já viram isso? Jogo de futebol agora virou intervalo de programa dominical. Tento, faço um esforço, mas desligo a TV. Ligo novamente, já angustiado, mas é inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou a uma lanchonete tomar um suco de maracujá. É ideal, pois me deixa relaxado. Detalhe: as músicas da lanchonete são as mesmas que me bombardearam pela manhã. Aliás, as músicas são as mesmas, mas os intérpretes são outros. O gelo vai baixando; a espuma vai sumindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 18 horas. Bate-me uma vontade de fazer uma prece, mas, para tanto, preciso de silêncio, tal como Buda. Quando vou iniciar um pai-nosso mental, entra um sujeito com a camisa do Flamengo, batendo no balcão da lanchonete. “Meeeeeeeeeengo, Meeeeeeeeengo, Meeeeeeeeeeengo”, grita ele. “Aí, cara, o mengão hoje estraçalhou”. Ouço-o narrar o jogo passado por inteiro. Em seguida, ele fala da classificação de todos os times no campeonato brasileiro, enumerando os que provavelmente vão cair para a segunda divisão. Peço minha conta, pago-a e vou embora, reconhecendo-me nas palavras do Bruno Gouveia, do Biquíni Cavadão, quando ele, na música “Domingo”, diz: “Saio e vago nas ruas, porque só isso me resta, e a cidade morre mais um pouco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passa das 20 horas. Volto para casa. É hora do Fantástico. Em homenagem à Patrícia Poeta, tento assistir ao programa. Quando sou tomado de encanto pela bela morena, surge o Zeca Camargo com seu estilo de mauricinho nova-iorquino. Insisto no Fantástico, mas vem uma consultora de moda, dando dicas e mais dicas, como se estivesse falando para uma platéia no Palácio de Buckingham. Com seu jeito de duquesa londrina, ela traz etiquetas que devem ser seguidas (moda verão, moda inverno, moda praia...), esquecendo-se de que está em um país onde muitas e muitas pessoas sequer têm o que comer. Acho realmente que ela deveria mudar-se para a Inglaterra, pois, dessa forma, poderia indicar roupas para a rainha Elizabeth ou para o príncipe William. Aliás, não. Ela poderia ir morar em Paris para tentar uma vaga na Chanel e ditar a indumentária da italiana namorada do Sarkozy, ficando, de preferência, por lá mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São 23 horas. É hora de dormir. Faço uma análise do meu domingo e chego à conclusão de que ele foi mais um. Sinto-me sorumbático, macambúzio, desejoso de um transcendentalismo, tal como Kant propunha. É importante salientar, no entanto, que, em um domingo quente e inóspito, não estive sozinho; estive sempre acompanhado por espíritos, espíritos boçais, é bem verdade, desses que atormentam até os sempre serenos hinduístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, só me resta cantar e reproduzir os versos dos Titãs. “Domingo eu quero ver o domingo passar; domingo eu quero ver o domingo acabar”. Se Buda ou Schopenhauer estivessem no meu lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gildo Melo Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-7695800547728146700?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/7695800547728146700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=7695800547728146700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/7695800547728146700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/7695800547728146700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/11/domingo-de-espritos-boais.html' title='Domingo de espíritos boçais'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-6691664201183671978</id><published>2008-10-27T07:18:00.000-07:00</published><updated>2008-11-24T03:33:39.812-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Apologia de Thoreau</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSoVGLU2xbI/AAAAAAAAABU/Swd4T1rx-zs/s1600-h/Thoreau_large.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272049509654250930" style="WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSoVGLU2xbI/AAAAAAAAABU/Swd4T1rx-zs/s200/Thoreau_large.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Suponhamos um homem de nosso tempo, atormentado pela celeridade das transformações do mundo contemporâneo, bombardeado por um fluxo interminável de informações não menos incessantes, elas mesmas caóticas, e dotado, ainda assim, do pleno uso de suas faculdades cognitivas. Seria ele capaz de imaginar, como indagou certa vez o filósofo alemão Friedrich Nietzsche em sua obra Para Além de Bem e Mal, “o quanto de verdade suportaria um espírito?”. Façamos a pergunta sob outro molde: de quanto precisaria um espírito para “libertar” a humanidade com a idéia mais pura de liberdade? Por acaso não teria de ser esse homem o mais livre dentre todos os seus predecessores? Pois o ianque mais característico de sua terra, a tão propalada “the land of the free and the home of the brave”, precisou de muito pouco – ofereceu um manifesto de menos de quinze páginas! Falamos do norte-americano Henry David Thoreau (1817-1862) e de seu opúsculo On The Duty of Civil Disobedience, conhecido cá no Brasil como A Desobediência Civil.&lt;br /&gt;Thoreau nasceu em Concord, no Estado de Massachusetts; estudou na Universidade de Harvard, onde travou contato e grande amizade com o pensador Ralph Waldo Emerson. Influenciado por seu amigo e conterrâneo, bem como pelo ideário iluminista do francês Jean-Jacques Rousseau, Thoreau desenvolveu teorias que se encontram no cerne do “Transcendentalismo Estadunidense”, tangenciando aspectos da cultura neoclássica e, em alguns pontos, da romântica. O bucolismo, a aproximação com a natureza – in puris naturalibus – o famigerado locus amoenus dos poetas árcades, o subjetivismo do eu-lírico romântico, mesclados ao individualismo pragmático norte-americano, por ele transformado e radicalizado, encontraram eco nas teorias pacifistas e nos movimentos em defesa dos direitos civis por todo o mundo – como as manifestações lideradas por Martin Luther King Jr., conhecidas como Civil Rights Movement – influenciando desde o escritor russo Leon Tolstoi, que fundou uma escola para filhos de camponeses em sua propriedade de Iásnaia Poliana, passando pela doutrina da não-violência do líder indiano Mahatma Gandhi, a Satyagraha, até o movimento hippie, nas décadas de 60 e 70 do século XX.&lt;br /&gt;Tamanha abrangência de um pensamento por muitos tachado de “anarquista pacifista” causa espanto se considerada sua gênese – o breve, mas poderoso, ensaio A Desobediência Civil. Lido durante uma palestra no Liceu de Concord em fevereiro de 1848, época das grandes efervescências socioculturais que abalaram o palco do Velho Mundo e da mais promissora colônia das Américas, demolindo o obsoleto aparato ideológico do Ancien Régime – conhecida como “A Primavera dos Povos” – foi publicado um ano mais tarde, em 1849, numa antologia organizada por Elizabeth Peabody. Como tal liberdade e potência de um escrito aparentemente inerme, mas que, à guisa de uma análise mais profunda, demonstrar-se-ia mais potente que impérios e exércitos inteiros, poderia provir de uma vida tão pacata e bucólica? É certo que pertence ao Panteão de grandes escritores da Literatura e da Filosofia a capacidade de antever, ante as situações mais adversas, uma saída para as crises que assolam o inconsciente coletivo de tempos em tempos. Como a pena arredia e cáustica de Voltaire, que em três dias escreveu Candide e solapou os velhos valores da hipócrita França de Luís XV, Thoreau redigiu esse libelo à tirania e à opressão do Estado durante sua curta passagem pela prisão de sua cidade natal.&lt;br /&gt;Eis, substancialmente, o que caracteriza a matéria de sua obra – um grito sedento por todas as nuances possíveis de liberdade, contra a crueldade dos governos que saqueiam e pilham, de acordo com seu próprio talante, todas as garantias de autonomia e direitos individuais.&lt;br /&gt;É inegável que muitos viram em sua vida simples, pacata e solitária o baluarte do anarquismo pacifista, e mesmo calcado no rol dos teóricos do movimento, ao lado de figuras como Proudhon, Stirner, Bakunin e Kropotkin, por exemplo. No entanto, tal parece ser uma leitura deveras equivocada e tendenciosa. Como seu coetâneo Emerson, não podemos dizer que Thoreau era, ou mesmo se considerava, “anarquista”. A frase que abre o escrito, “o melhor governo é o que menos governa” (“that govern is best which governs least”), tomada à corrente democrática dos “Pais da Nação” Washington e Jefferson, pode ser haurida como exemplo. Mesmo que, no decorrer de seu texto, nosso autor confesse: “O melhor governo é o que não governa; e quando os homens estiverem preparados, será o tipo de governo que terão” (“that govern is best which governs not at all; and when men are prepared for it, that will be the kind of government which they will have”), Thoreau abre espaço para a confissão: “Mas, para falar francamente e como cidadão, a despeito daqueles que se chamam anti-governistas, eu peço, não apenas não governo, mas ao menos um melhor governo” (“But, to speak practically and as a citizen, unlike those who call themselves no government men, I ask for, nota t once no government, but at once a better government”). Em suma, ele é apenas um cidadão consciente de seus direitos e responsabilidades, e impõe mesmo como dever moral a resistência civil a qualquer governo ou lei injusta, sob pena de se tornar mais uma peça da pérfida engrenagem do sistema social.&lt;br /&gt;Aqui termina nossa explanação. Arvorados em fortes razões, podemos dizer que esse texto brilhante não é por certo a obra-prima de Thoreau. Walden, publicado em 1854, é uma das maiores obras que a Literatura norte-americana legou ao resto do mundo. Contudo, somos forçados a admitir que A Desobediência Civil constitui um prático guia para derrubar governos injustos e fornecer um tipo de esperança a muitas pessoas massacradas por guerras desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272183211241473618" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSqOsojThlI/AAAAAAAAABc/0O6ExZrz2o8/s200/190720081031.jpg" border="0" /&gt; Thiago Henrique Darin&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-6691664201183671978?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/6691664201183671978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=6691664201183671978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6691664201183671978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6691664201183671978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/10/apologia-de-thoreau.html' title='Apologia de Thoreau'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7qqwI_ZWNf8/SSoVGLU2xbI/AAAAAAAAABU/Swd4T1rx-zs/s72-c/Thoreau_large.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2139735406685407451.post-6418707222835942173</id><published>2008-10-23T19:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T19:10:11.405-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muito prazer em conhecê-los e em dar-nos a conhecer a vocês. Nossa apresentação é simples. Somos agentes comezinhos da civilização na qual vivemos e discordamos em muitos pontos, mas que necessita de nossa crítica para poder afirmar seu caráter democrático de livre expressão para todos, igualdade perante a lei e outros mitos. Fazemos, portanto, nosso papel demonstrando nossos pontos de vista aqui dispostos neste espaço virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se iludam conosco. Não somos donos da verdade. Esta que um dia foi um grande latifúndio, como, por exemplo, na Idade Média totalmente Teocêntrica ou na Inquisição hoje encontra-se tão dividida após a repartição de lotes dialéticos relativistas a todas as classes sociais, grupos de interesses afins ou povos dispersos pelo globo, de acordo com a posição geográfica: hemisfério norte ou sul ou Ocidente e Oriente, que todos a tem um pouco e ninguém o suficiente. Logo, viemos trazer a nossa para sua apreciação. Nada mais... afinal, o que mais podíamos fazer? Não vêem que estamos ajudando o mundo a se manter como antes, justificando-o por nossas críticas, demonstrando alguma indignação, e, por vezes, até tentando rir disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos mais os filhos da revolução, como apregoava Renato Russo em “Geração Coca-Cola”, estamos mais para netos. Já pudemos ver que a total revolução acaba resultando em líderes despóticos, piores do que os tiranos de costume, contudo, sob a pecha de bons moços, cometendo barbáries em nome de bonitos ideais. Ave Fidel Castro, só reaja se sentir-se ofendido. Ave, Hugo Chavez, não mande fechar nosso blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos a diversidade, mas também o equilíbrio de idéias e ideais, como na balança segura pela mão da estátua que simboliza a Justiça. Uma pena que esta, com o passar do tempo, não renovou a venda que lhe cobria os olhos e hoje, tão puída que está, sequer consegue enganar-nos de suas intenções. Uma afirmação mais sensata seria: “Não culpemos o pedaço de pano e responsabilizemo-nos por nossos atos”. Todavia, quem conheceu a sensatez não abriu este blog. Fizemo-lo nós, incomodados por ver que muitos que nada têm a dizer, falam a todos constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivermos efetivamente algo de bom a oferecer aos leitores, não é atribuição nossa dizer. Oferecemos opções gratuitamente: enxaqueca para quem sentir-se incomodado e discordar e êxtase para nossos confrades ideológicos. Aos demais, desejamos o bom equilíbrio de uma reflexão pausada e cuidadosa a respeito de qualquer artigo, conto, crônica, poesia ou qualquer tipo de trabalho exposto neste espaço. Apenas um lembrete: tirem suas vendas, depositem-nas nos olhos da Justiça e estejam prontos a participar ativamente com sugestões, críticas ou, se não conseguir nem um nem outro, elogios. Estejam à vontade. Neste espaço, enxaqueca e êxtase são grátis, ambos estão na cabeça de vocês. Façam suas mensagens. Boa navegação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2139735406685407451-6418707222835942173?l=enxaquecaeextase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/feeds/6418707222835942173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2139735406685407451&amp;postID=6418707222835942173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6418707222835942173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2139735406685407451/posts/default/6418707222835942173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enxaquecaeextase.blogspot.com/2008/10/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Enxaqueca e Êxtase</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10436831268906087391</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
